No início, isso em 1977, no BANERJ, realizávamos jogos de futebol de salão e depois sempre fazíamos, cada um trazendo alguma coisa, um churrasco. Mas desde aquela época a história é sempre a mesma: quem levaria o carvão e o álcool, que teria que ser o primeiro a chegar, sempre atrasava, pessoas chegavam com cerveja quente e queriam beber a gelada e assim por diante.
Tenho até hoje dois amigos que, na época me ajudaram muito, me passando o que já sabiam sobre a arte de queimar uma carne: Paulo Márcio e Xavier, que são craques, até hoje na arte do churrasco; me passavam muitas dicas e fui sempre muito atento nas suas explicações. Daí, em 1978, com minha saída do BANERJ, pude conhecer outras pessoas, como o Hermes, do Banco do Brasil, com quem mantive o primeiro contato na chácara de meu irmão Hailton. Com ele, mais ensinamentos de um autêntico gaúcho.
Não posso de maneira alguma esquecer dos dias que passava junto com minha esposa na casa de nossos padrinhos de casamento, Adilson e Rita, na Vila Planalto, onde fazíamos, ouvindo Maria Creuza, Chico e outros mais, várias farras, sempre com churrasco. Meu padrinho Adilson, que me chama de bodinho, uma pessoa que, com muita paciência e grande técnica, também me ensinou muito da arte de assar carnes. O tempo passou, os filhos começaram a chegar e, em outubro de 1983, fui trabalhar na Mister Pizza, na inauguração do Park-Shopping, onde aprendi muito da arte da obediência e do respeito ao consumidor, sem falar na arte da qualidade do produto e da limpeza das instalações. Saindo de lá em 1986, funcionário público, na Secretaria do Tesouro Nacional, onde conheci pessoas que também gostavam de fazer churrasco, podendo citar, o Pedro Parente, o Cincinato, o Fernando Mejdalani, o Wanderley Saldanha. o Leandro e Marcelo Teixeira. Quantas tardes de domingo aprendi, com o Pedro, a fazer carnes, sempre ligado nas novidades que ele, como bom goumert que é, trazia. Marcelo Teixeira tornou-se meu maior incentivador.
Comecei então a cuidar das carnes; só eu as manuseava; depois passei a comprar tudo e não participava do rateio, meu pagamento passou a ser meu trabalho. O tempo foi passando e por volta de 1992/3 comecei a ser convidado para ser o churrasqueiro deles. Começava a receber pelo meu trabalho. Daí, com compra dos primeiros 30 pratos esmaltados, dos primeiros talheres e com o incondicional apoio de minha esposa Cleu e de meus familiares, fui atendendo às pessoas, com meu amigo, conselheiro e garçom Doca. Começam a surgir clientes, amigos claro, como o Júnior do Cine-Foto e sua irmã NY. Hoje só tenho a agradecer tudo que tem acontecido de bom comigo em relação A Ligue-Churrasco, nome que foi dado a este trabalho.
Nestes 12 anos, tendo como propaganda somente o trabalho e como lema “Seja um convidado na sua festa”, com muita determinação, honestidade e qualidade, conquistei e cativei diversos clientes, dentre os quais a Via Engenharia, a Caenge, a Serveng-Civilsan, a Santa Bárbara Eng., o SEBRAE/DF, a Latasa, a Coca-Cola, a Cassi, a Cooperforte, o Sigma, o Candanguinho, o Ciman, o Banco do Brasil, o BRB, o Cond. CNB, as Embaixadas Britânica, do México, do Paraguai e Americana, além de uma centena de pessoas físicas.
A todos o meu sincero agradecimento.
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